FISL 15

Minhas impressões na visita ao FISL 15, Fórum Internacional de Software Livre, que está ocorrendo de 7 a 10 de maio de 2014. Neste post falo sobre o que vi de bom na visita rápida que fiz nas atividades livres, fazendo um contraponto com o que vi em edições anteriores.

View the embedded image gallery online at:
http://b4it.com.br/blog-4it/303-fisl-15#sigFreeIdc6e8bff47d

O que é gritante ao chegar ao evento: a falta de participantes.

Talvez pela proximidade com a Copa do Mundo FIFA, muitos visitantes deixaram de vir. Talvez o valor dos ingressos esteja muito caro (R$ 300,00 na hora), ou simplesmente o software livre perdeu o interesse, pois todos estão ficando milionários desenvolvendo apps para smartphones.

Em conversa com um expositor, o mesmo reclamou do alto valor para colocar um stand no evento, e com o baixo número de participantes deste ano estava temendo um grande prejuízo. Este ano o próprio site do FISL informa no seu site que há pouco mais de 3 mil inscritos. Em anos anteriores passava de 7 mil inscritos.

Eu participei ativamente nas edições de 2007 e 2008, onde até fui presidente de mesa em palestras voltadas à TV Digital Interativa, tema do meu TCC na época, participei de oficinas de programação concorridíssimas, onde havia fila de espera e comemoração quando se conseguia uma vaga. #nostalgiafilsbombando

Já houve stands da Google, Sun, Oracle, Intel e incontáveis outras empresas divulgando seus trabalhos com software livre e captando talentos. Este ano, a SAP estava representando as grandes, onde inclusive encontrei o Felipe Plets, do Pletax. E metade do espaço dos expositores estava ocupado por stands do governo (ano de eleição). Para quem não sabe, o governo mantém um portal com dezenas de softwares gratuitos e de código aberto.

Definitivamente, a parte de robótica livre foi o que vi de mais interessante. Havia fila para ingressar nas salas com oficinas de Arduíno e outros tópicos relacionados a esse tema. Há realmente um grande movimento nesse sentido, e isso é muito legal.

O Espaço Paulo Freire também estava sempre lotado, uma área voltada à informática na educação. A todo momento chegavam ônibus de escolas com alunos e professores, que contrastavam com o tradicional público de camiseta preta, cabelo despenteado, barba e óculos. E tinha tambem o Hacker Space que - desculpem - não me atraiu a atenção, apesar de ter sido fortemente recomendado (isso é uma questão pessoal, não é meu foco no momento).

Estavam programadas diversas outras atividades interessantes, como o InvestFórum, destinado a pessoas que tem uma empresa, ideia ou projeto que trata de software/hardware livre/open source, e que precisam de apoio.

O Facebook também anunciou um happy hour a fim de contratar talentos. Enfim, tem coisa legal, faltou participação, engajamento. Questão de prioridades.

Como sempre, havia algumas palestras interessantes, outras nem tanto, fiquei com muita vontade de assistir várias, mas como já mencionei, o valor era proibitivo. Acredito que muita gente gostaria de participar e não o fez pelo mesmo motivo que eu.

Não há muito mais o que falar que já não esteja sendo falado no próprio site do FISL e dezenas de outros blogs cadastrados como Páginas Amigas.

A organização do evento tem um desafio gigante pra melhorar o evento para o ano que vem e atrair seu público de volta. Torço para que se reerga, se reinvente e que cobre um valor justo pelo que oferece.

 

O que vi de bom:

  • Robótica Livre: sempre ver algo no mundo real é mais legal que somente no computador. Escrever programas que "se mexem, andam, pegam e constróem coisas" é fascinante (pra mim, pelo menos)
  • Informática na Educação: há um movimento global pra ensinar programação nas escolas. No futuro todos serão programadores. Reflexão do T-rex: quem comprará programas se todos saberão fazer os seus?

O que faltou:

  • Presença de grandes empresas
  • Público